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J. K. ROWLING |
Joanne Rowling OBE, conhecida como J. K. Rowling, (Yate,
Gloucestershire do Sul, 31 de julho de 1965) é uma
escritora britânica
Contratada para dar aulas de inglês em Portugal, no
Encounter English, Joanne partiu da Inglaterra para
a cidade do Porto, onde foi instalada num
apartamento junto com duas outras professoras: Jill
Preweet e Aine Kiely, mulheres a quem foi dedicado o
terceiro livro, Harry Potter e o Prisioneiro de
Azkaban. Aos sábados as três iam divertir-se na
discoteca Swing[15]. Harry Potter não foi esquecido,
e os rascunhos voaram junto com Joanne para o Porto.
Mas aconteceu de Joanne se deparar com um estudante
português num bar, que lhe interessou, assim como
ela a ele. Seu nome era Jorge Arantes[16]. Joanne
nunca falou detalhadamente sobre essa parte de sua
estada no Porto, e muito do que se sabe vem do
próprio Jorge.
Não demorou muito e os dois passaram a viver juntos,
e Joanne ficou grávida, sofrendo um aborto
espontâneo logo depois. Jorge pediu Joanne em
casamento em agosto de 1992, mas o relacionamento
tempestuoso, pontuado por brigas, fez com que o
casamento perdesse o encanto, e Joanne ficou grávida
novamente, enquanto Jorge mostrava-se cada vez mais
ciumento e possessivo.
O bebê nasceu em 27 de Julho de 1993, e Joanne diz
que foi a melhor coisa que já lhe aconteceu, mas o
casal ainda brigava muito, e o ápice se deu quando
Jorge a arrastou para fora de casa. Joanne conseguiu
resgatar o bebê e não demorou a ir embora, deixando
Porto para trás.
Joanne voltou ao Reino Unido. O pai casara-se
novamente, mas seu destino foi o lar da recém-casada
irmã, em Edimburgo. Não ficou muito tempo lá, já que
não queria ser um peso para a irmã.
E a pobreza tomou conta dela, e junto com a falta de
dinheiro veio a falta de esperança, e Joanne caiu
nas garras da depressão.
Ela e a filha mudaram-se para um prediozinho em
Leith, um bairro da capital escocesa, onde vivia com
a ajuda do governo, mas sentindo-se humilhada por
estar neste estado. Conseguiu, através da lei,
manter Jorge longe dela e da filha. Sean Harris
ainda mantinha contato com Joanne, e lhe emprestou
algum dinheiro.
Chega-se agora à parte mais conhecida de sua
história: Joanne Rowling passeava com a filha no
carrinho, e quando a menininha dormisse, ela ia até
o Nicolson's, um bar que pertencia ao cunhado de
Joanne, ou ao bar The Elephant House Café. Lá ela
pedia um café e escrevia as histórias de Harry
Potter até que a filha acordasse. A história de que
não tinha aquecimento em sua casa e ia aos bares se
aquecer é absurda. Não tinha computador, apenas uma
velha máquina de escrever, onde datilografava as
anotações. Além do Nicolson's, Joanne gostava de
freqüentar o The Elephant House Café também.
Entre fins de 1994 e meados de 1995, ela conseguiu
um emprego como secretária, foi aceita no curso para
conseguir o registro que a habilitava a dar aulas e
divorciou-se. Joanne Rowling estava preparando-se
para as outras boas notícias que viriam a seguir.
Joanne tinha dois nomes de agentes literários. O
primeiro devolveu os originais do livro muito
rapidamente, e o segundo faria o mesmo se a mão de
Briony Evens, funcionária de Christopher Little, não
tivesse resgatado o manuscrito da caixa de
devolução. Briony pediu autorização do chefe para
tentar publicar o livro, e então escreveu a Joanne
pedindo-lhe o restante do livro. Muitíssimo feliz,
Joanne enviou-lhe o restante.
Depois de muitas recusas de outras várias editoras
(o número é incerto, e já variou de 8 a 12
editoras), os originais foram parar na Editora
Bloomsbury, nas mãos de Barry Cunningham, à época
coordenador da recém-criada, e não tão prestigiada,
divisão de livros infantis, que decidiu publicar o
livro. Aparentemente, essa decisão também foi
influenciada por Alice Newton, filha do
diretor-executivo da Bloomsbury, que gostou do
livro. Na divisão infantil trabalhavam Rosamund de
la Hey e Sarah Odedina, que ajudaram Rowling e
tornaram-se suas amigas. Barry não trabalha mais na
Bloomsbury. Seu lugar foi ocupado por Emma
Matthewson.
Christopher Little então pediu que Joanne assinasse
com suas iniciais. Nesta ocasião, Joanne Rowling
agregou, como nome do meio, o nome da avó, Kathleen,
originando a famosa assinatura J.K.Rowling.
Mas nesta época ela esteve sempre esperando pela
publicação de Harry Potter e a Pedra Filosofal, que
ocorreu em 30 de Junho de 1997. A primeira edição
foi pequena, 1000 exemplares, 500 dos quais para
bibliotecas. Atualmente um exemplar desses alcança o
valor de 25000 libras.
Logo de início o livro esteve entre os mais
vendidos. Com o dinheiro que ganhou pelos direitos
no início, Joanne comprou um apartamento mais
espaçoso num lugar mais seguro para ela e a filha
viverem, no número 19 de Hazelbank Terrace, em
Edimburgo. J.K.Rowling, quando mudou-se dessa casa,
deu-a de presente a uma mãe solteira da vizinhança,
de quem se tornara amiga.
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Nicole-Barbe Ponsardin |
Nicole-Barbe Ponsardin, nascida em 16 de dezembro de
1777, casou-se com François Clicquot, filho de
Philippe Clicquot-Muiron, em 10 de junho de 1798.
Mas seu marido morreu em 23 de outubro de 1805,
deixando-a viúva (veuve em francês) e no controle da
companhia. Até aquele momento, a companhia dividia
suas atividades entre a produção de champanhe,
serviços bancários e comercialização de lã. Sob
comando de Madame Clicquot, a companhia concentrou
seu foco inteiramente na produção de champanhe.
Durantes as Guerras Napoleônicas, foi bem sucedida
exportando sua champanhe (ao Império Russo em 1814,
entre outros) e estabelecendo-a nas cortes reais. Na
corte brasileira, remessas desta champanhe foram
enviadas por encomenda ao imperador Pedro II.
Madame Clicquot morreu em 29 de julho de 1866,
deixando uma bem estabelecida marca de champanhe que
vive até os dias de hoje.
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Rubens Gonçalves Barrichello |
Barrichello conquistou cinco títulos brasileiros de
kart, sendo considerado imbatível na época, e foi
competir na Europa. Foi campeão da Fórmula Opel em
seu ano de estréia, 1990, com seis vitórias, sete
pole positions e sete voltas mais rápidas. No ano
seguinte foi campeão da Fórmula 3 inglesa, pela
equipe West Surrey Racing, derrotando David
Coulthard. Aos dezenove anos foi então para a
Fórmula 3000 na qual terminou em terceiro lugar na
classificação geral.
2009: Brawn GP
Após muitas especulações de que a Honda já estava
falida, eis que Ross Brawn compra todos os direitos
da antiga equipe de Formula 1. Então Barrichello foi
confirmado em 2009, para correr novamente ao lado de
Button, na Brawn GP, equipada com motores Mercedes.
Em 12 de Março de 2009, a bordo de seu Brawn GP,
quebrou o recorde do circuito de Montemeló. Na sua
primeira corrida pela Brawn GP, o Grande Prêmio da
Austrália de 2009, terminou na segunda colocação,
seu companheiro Jenson Button foi o vencedor da
etapa. Já na segunda prova deste ano, Barrichello,
com a prova terminada a 24 voltas do final, acabou
ficando na quinta posição, e ganhando apenas metade
dos pontos que deveria ganhar, se a corrida tivesse
terminado sem problemas, ou seja ganho apenas 2
pontos.
Estatísticas
Rubens Barrichelo chega ao Grande Prêmio da
Inglaterra de 2009 sendo o piloto com maior
participação em grandes prêmios: 278, com 274
largadas (contra 256 de Patrese). Outras marcas
destacam o desempenho do piloto:
185 provas concluídas na zona de pontuação (perdendo
apenas para Michael Schumacher, que pontuou em 197
corridas);
65 pódios (sendo o quarto piloto a subir mais vezes
ao pódio da Fórmula 1);
565 pontos conquistados (sendo o 4º maior pontuador).
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Lars
Schmidt Grael |
Como atleta, Grael é titular de duas medalhas de
bronze, uma nos Jogos Olímpicos de Seul e outro em
Atlanta. Tendo sido campeão mundial da classe snipe
em 1983 na cidade do Porto, decacampeão brasileiro e
pentacampeão sul-americano da classe tornado.
Em setembro de 1998, Grael sofreu um grave acidente
em Vitória, causado pela imperícia e
irresponsabilidade do comandante de um iate, o que
causou a mutilação de uma das pernas do atleta. O
velejador teve que se afastar da prática esportiva
por algum tempo, dedicando-se, todavia, ao fomento
do desporto a partir de uma outra perspectiva: a
política, exercendo cargos nos governos federal e de
seu estado natal.
Em 1998 foi convidado pelo então presidente da
República Fernando Henrique Cardoso a ocupar cargo
no então Ministério do Esporte e Turismo, onde foi
Secretário Nacional de Esportes. Com a vitória de
Geraldo Alckmin para Governador do Estado de São
Paulo, foi convidado a assumir a Secretaria da
Juventude, Esporte e Lazer, cargo que ocupou até
março de 2006.
Hoje, Lars Grael voltou a dedica-se exclusivamente à
vela. Voltou a velejar na classe Star com o proeiro
Marcelo Jordão, classificando-se em terceiro lugar
no campeonato brasileiro de 2006. Comandou também o
barco Agripina/Asa Alumínio, campeão do Campeonato
Brasileiro da Classe Oceano 2006 e continua ativo na
vela.
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Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho) |
foi um escultor, entalhador, desenhista e arquiteto
no Brasil colonial.
Muitas dúvidas cercam a vida de Antônio Francisco
Lisboa. Praticamente todos os dados sobre sua vida
são derivados de uma biografia escrita em 1858 pelo
jurista Rodrigo José Ferreira Bretas, 44 anos após a
morte do Aleijadinho, baseando-se em documentos e
depoimentos de pessoas que conheceram o artista.
Igreja de São Francisco em Ouro Preto, com uma
magnífica portada em pedra-sabão realizada pelo
Aleijadinho.O mais importante dos documentos em que
se baseou Bretas foi uma “Memória” escrita em 1790
por um vereador da cidade de Mariana. Neste
documento, cujo original se perdeu, é feito um amplo
relatório acerca do estado das artes nas Minas
Gerais, incluindo alguns dados sobre o Aleijadinho
relacionados a sua formação artística e sua
participação em algumas obras . Também é mencionado
que Antônio Francisco era filho de um afamado
mestre-de-obras português, Manuel Francisco Lisboa,
que além de construtor atuava como arquiteto.
A data de nascimento do Aleijadinho é motivo de
controvérsia. De acordo com o biógrafo Bretas,
Antônio Francisco nasceu no ano de 1730 em Vila Rica
(atual Ouro Preto) na frequesia de Nossa Senhora da
Conceição de Antônio Dias, sendo filho de Manuel
Francisco Lisboa e sua escrava africana, Isabel (ou
Izabel). O filho, nascido escravo, foi alforriado no
batismo. A certidão de batismo encontrada por Bretas
dá a data de 29 de agosto de 1730 para o nascimento
de Antônio. As dúvidas derivam do fato de que o nome
do pai que figura na certidão é Manuel Francisco da
Costa, e não Lisboa, o que poderia ser devido a um
erro do escrivão. Outra fonte de dúvidas é a
certidão de óbito do Aleijadinho, datada de 18 de
novembro de 1814, na qual consta que o artista
faleceu aos 76 anos de idade. A confiar neste
documento, ele deveria haver nascido em 1738.
Antônio Francisco teve um filho natural – fora do
casamento - aos 47 anos, a quem chamou Manuel
Francisco Lisboa, mesmo nome do avô. Teve também
vários meio-irmãos, frutos do casamento do seu
pai[5]. Um destes meio-irmãos, padre Félix Antônio
Lisboa, também foi escultor.
O Aleijadinho foi essencialmente um escultor,
trabalhando tanto no entalhe de imagens, retábulos e
outros elementos de madeira (talha) como na
escultura em pedra-sabão, com a qual realizou
elementos de portadas de igrejas e também lavabos e
estátuas de vulto, como os Profetas do adro do
Santuário de Congonhas. Ele também atuou como
arquiteto, ainda que a natureza e significado de
suas obras nesse campo seja motivo de controvérsia.
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Luís
Carlos Prestes |
Prestes formou-se pela Escola Militar do Realengo no
Rio de Janeiro, em 1919, atual Academia Militar das
Agulhas Negras, na Arma de Engenharia. Foi
engenheiro ferroviário na Companhia Ferroviária de
Deodoro, como tenente, até ser transferido para o
Rio Grande do Sul.
Em outubro de 1924, já capitão, Luís Carlos Prestes
liderou um grupo de rebeldes na região missioneira
Rio Grande do Sul, saiu de Santo Ângelo, e se
dirigiu para São Luiz Gonzaga onde permaneceu por
dois meses aguardando munições do Paraná, que não
vieram.Aos poucos foi formando o seu grupo de
comandados que vieram de várias partes da região.
Rompendo o famoso "Anel de ferro" propagado pelos
governistas, rumou com sua recem formada coluna para
o norte até Foz do Iguaçu.Na região sudoeste do
estado do Paraná, o grupo se encontrou e juntou-se
aos paulistas, formando o contingente rebelde
chamado de Coluna Miguel Costa-Prestes, com 1500
homens, que percorreu por dois anos e cinco meses
25.000 km. Em toda esta volta, as baixas foram em
torno de 750 homens devido à cólera, à
impossibilidade de prosseguir por causa do cansaço e
dos poucos cavalos que tinham, e ainda poucos homens
que morreram em combate.
Após o movimento de 1964, com o AI-1, teve seus
direitos de cidadão novamente revogados por dez
anos. Perseguido pela polícia, conseguiu fugir, mas
esta encontrou em sua casa uma série de cadernetas
suas, que deram base a inquéritos e processos, como
o que condenou Giocondo Dias.
Exilou-se na União Soviética no final dos Anos 60,
regressando ao Brasil devido à Anistia de 1979.
Os membros do PCB que também voltavam do exílio após
o regime militar, de orientação eurocomunista, e que
se tornaram maioria no Comitê Central do Partido,
não mais aceitaram suas orientações, por
considerarem-nas retrógradas, rígidas demais e pouco
adaptadas aos tempos de então. Destituíram-no da
liderança do PCB. Por divergências com o comitê
central do partido, lança a Carta aos Comunistas, em
que defende uma política de maior enfrentamento ao
regime e uma reconstrução do movimento comunista no
país. Em 1982, conjuntamente a vários militantes,
sai do PCB,ingressando no PDT. Milita em diversas
causas, como o não pagamento da dívida externa
latino-americana e pela eleição de Leonel Brizola em
1989.
Representações na cultura
Luís Carlos Prestes já foi retratado como personagem
no cinema e na televisão. No cinema, o filme "O País
dos Tenentes" (João Batista de Andrade/1987)onde LCP
é interpretado por Cassiano Ricardo, que depois o
representou também na novela Kananga do Japão (1989)
e Caco Ciocler no filme Olga (2004).
Em 1997, foi lançado o documentário Prestes, o
cavaleiro da esperança e em 1998, no ano do
centenário de seu nascimento, a escola de samba
Acadêmicos do Grande Rio o homenageou em seu desfile
no grupo especial do carnaval do Rio de janeiro com
enredo Cavaleiro da Esperança, obtendo o 8° posto.
O cantor e compositor Taiguara, que foi um grande
amigo e seguidor de Prestes, fez a canção Cavaleiro
da Esperança em sua homenagem, assim como a banda
pernambucana Subversivos também fez uma canção em
sua homenagem com o mesmo nome.
Jorge Amado em prosa e verso retrata a saga da
coluna Prestes em seu livro O Cavaleiro da
Esperança, publicado em 1944.
O poeta chileno Pablo Neruda em seu livro mais
aclamado, Canto Geral (obra que remonta a história
da América Latina do ponto de vista dos povos
explorados), dedicou um poema a Luís Carlos Prestes.
Nele, Prestes é chamado por Neruda de "claro
capitão". O poema foi lido diante de 130 mil
pessoas, em visita ao Brasil do poeta comunista no
ano de 1945, no estádio do Pacaembu: "Quantas coisas
quisera hoje dizer, brasileiros...".
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Samuel
Klein |
(Zaklików, Polônia, 15 de novembro de 1923) é um
empresário judeu polonês dono da conhecida rede de
lojas de departamento brasileira Casas Bahia.
Começou a trabalhar com o pai como marceneiro até a
invasão dos nazistas, quando foi levado para
Maidanek pelo pai. Maidanek era o terceiro maior
campo de concentração durante a Segunda Guerra
Mundial. Klein foi com o pai para Maidanek, enquanto
a mãe e os irmãos foram para Treblinka. Foi levado
junto com outros prisioneiros para Auschwitz em
1944, após a libertação da Polônia. Caminharam 50
quilômetros a pé até o rio Vizla (maior rio da
Polônia). Fugiu dos soldados numa tentativa ousada
no dia 22 de Julho.
Suas palavras: "Fui me escondendo e entrando no
trigal cada vez mais. Não sei para onde estava indo,
mas tinha a certeza de me afastar do grupo." Passou
a noite na plantação. Ao acordar, encontrou-se com
poloneses cristãos também fugidos, que o acolheram e
ajudaram a fugir. Samuel chegou a voltar para sua
antiga casa, que estava totalmente arrasada.
Trabalhou numa pequena fazenda nas proximidades em
troca de comida. Com o fim da guerra, encontrou-se
com a irmã Sezia e o irmão Salomon (que vivem hoje
em Nova Iorque). Depois da guerra, os irmãos Klein
foram para a Alemanha administrada pelos
norte-americanos (com a divisão do Muro de Berlim).
Conseguiram reencontrar vivo o pai. Viveram em
Munique de 1946 até 1951. Nesta grande cidade alemã,
Samuel conheceu Chana, com quem se casou. Sentiram
que era hora de deixar a Europa e reconstruir a vida
em outro lugar.
O pai foi para Israel, junto com a outra irmã Esther.
Samuel queria emigrar para os Estados Unidos, mas
não conseguiu. A cota de emigração estava cheia.
Decidiu ir para a América do Sul, onde tinha alguns
amigos. Conseguiu visto para a desconhecida Bolívia
e lá chegou com a esposa e o filho.
Em 1952 a Bolívia vivia uma situação social muito
complicada, com disputas políticas violentas e uma
revolução em curso. Klein recordou-se de uma tia que
vivia no Rio de Janeiro. Com a mulher e o filho
embarcou no primeiro avião de La Paz para a então
capital brasileira. Em menos de dois meses conseguiu
autorização para viver no Brasil.
Estabeleceu-se em São Caetano do Sul, na Grande São
Paulo com a família. Foi quando começou a trabalhar
como comerciante. Tornou-se mascate, vendendo roupas
de cama, mesa e banho de porta em porta, com uma
charrete. Em cinco anos de dedicado trabalho,
conseguiu capital para abrir sua primeira loja,
chamada Casas Bahia. Era a sua homenagem a seus
fregueses, na maioria retirantes baianos vindo
tentar a sorte na região.
Hoje são mais de 500 lojas e o maior depósito de
distribuição da América Latina. As Casas Bahia
tornaram-se uma das maiores redes de varejo do País.
Uma de suas mais recentes ações comunitárias foi o
apoio à reforma da sede do Macabi na Avenida
Angélica. Quem conhecia o clube antes das obras e
vai visitá-lo agora, fica surpreso com as novas e
modernas instalações que encontra. E por tudo isso
que a Diretoria do Macabi achou por bem dar ao
edifício, totalmente reformado, o nome de Samuel
Klein.
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Amelia Mary Earhart |
Foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e
defensora dos direitos das mulheres.Filha de pai
alcólatra Earhart foi a primeira mulher a receber a
“The Distinguished Flying Cross”, condecoração dada
por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre
o oceano Atlântico.
Estabeleceu diversos outros recordes, escreveu
livros sobre suas experiências de vôo, e foi
essencial na formação de organizações para mulheres
que desejavam pilotar.
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